9 de jan. de 2008

Semana 16 - Cerimônia

O casamento de Adão Negro com Ísis deixa a população de Kandahq em festa e traz como convidados especiais a Família Marvel. Mas uma tragédia se anuncia no meio da cerimônia, cabendo ao Questão e Renee Montoya a impedirem; Estelar, Adam Strange e Homem-Animal, iniciam sua viagem de volta para casa.Bom, desde a edição passada já era previsto que cedo ou tarde isto iria acontecer, afinal, até o mais duro dos homens têm um coração, bastando apenas que ele encontre a pessoa certa para amolecê-lo; aqui no caso, Adão Negro encontrou em Adrianna Thomaz (agora transformada em Ísis), o amor e uma companheira para lhe dar paz no coração que sofre há milênios pela morte trágica de sua esposa e filho. A história possui breves momentos engraçados como, por exemplo, o fato do Adão Negro estar preocupado com seu cabelo e a mancha em sua capa, dentre outros.A Família Marvel se faz presente com todos os seus membros: Capitão Marvel, Mary Marvel, Capitão Marvel Jr., Tio Dudley e o tigre Sr. Malhado.O restante é apenas aquele tipo de situações que acontecem em histórias de casamentos, como: declarações de amor exageradas, preparativos, a tão esperada cerimônia e por fim a noite de núpcias. A cena de Renee Montoya e o Questão evitando o atentado lembra o filme de Brian de Palma, Olhos de Serpente, provando que quando os escritores querem eles criam cenas impactantes, ainda que não totalmente explícitas, mas mesmo assim emocionantes.Curiosamente, há algum tempo eu noto que os escritores fazem uma crítica ao Governo Bush, colocando Adão Negro como uma metáfora a Saddam Hussein e outros líderes do Oriente Médio, basta perceber que o atentado no casamento de Adão Negro e Ísis veio por parte dos EUA (Intergangue) e não ao contrário como sempre é mostrado em noticiários do ocidente.Eu acredito que eles queiram retratar em Adão Negro a outra face da moeda (a qual estamos mais acostumados a ver uma só), mostrando que por mais que ele pareça um vilão, ele não o é. Ele é apenas um homem que segue as tradições e leis do país onde nasceu, e os atos feitos por ele nos EUA foram apenas represálias pelo que os americanos fizeram a ele, afrontando sua honra e cultura. Uma crítica velada e indireta ao Governo Bush que vê todos os líderes do Oriente Médio como vilões. Mas vendo as coisas por esse prisma nos faz pensar, será que eles são mesmo?O curioso título desta história é uma palavra árabe que significa “te quero”, mas dito somente de um homem para uma mulher.Novamente houve uma grande variação de artistas no título. E sobre a arte não há muito o que se comentar além de que ela continua boa e detalhista, ganhando um atrativo à parte com as cores fortes de Alex Sinclair.Desta forma, fecha-se o quarto mês do ano perdido da DC Comics.